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05 novembro, 2013

5 coisas incríveis que você não sabia sobre a maconha

Chicago Now elaborou 5 fatos relevantes que a população talvez não sabia sobre a erva cannabis


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Artigo original Chicago Now, tradução e publicação de Hempadão

Não é coincidência que o apoio à legalização da maconha aumentou com o crescimento das mídias sociais. As vozes da era Reefer Madness são silenciados diariamente enquanto estudos e depoimentos continuam a aparecer sobre esta planta, muitas vezes incompreendida. No entanto, a ignorância ainda permanece e essa luta não vai ser ganha sem educação contínua das pessoas.

As vezes é preciso que algo aconteça com você ou alguém próximo para que você forme uma opinião própria sobre o assunto. Talvez algumas das informações a seguir possam te ajudar com isso. Aqui estão cinco coisas sobre a cannabis que você talvez não soubesse:

1 – THC e CBD, principais canabinóides presentes na maconha, destroem células cancerígenas.

Não, não é que a maconha ajude a controlar os malefícios do câncer. Na verdade, ela é ANTI-câncer.

Uma pesquisa recente da Espanha sugere que o THC, substância psicoativa da maconha, elimina as células cancerígenas cerebrais. Guillermo Velasco, co-autor deste estudo, afirma que quando o THC foi aplicado ao tecido canceroso do cérebro, as células com câncer foram aniquiladas, enquanto as células saudáveis ​​permaneceram sem alterações.

O CBD, aparentemente, faz o mesmo. Dois cientistas do California Pacific Medical Center, em San Francisco demonstraram a capacidade do canabinóide de parar a metástase em muitos tipos de câncer agressivos.

Imagine se esta planta fosse descoberta em uma selva duas semanas atrás. O que os jornais estariam noticiando? O artigo CBD vai tão longe a ponto de dizer que a descoberta poderia "potencialmente alterar a fatalidade da doença para sempre." A falta de atenção da mídia para isso é espantosa, mas isso não diminui a pesquisa.

2. Maconha provoca neurogênese. Para leigos: Isso estimula o crescimento das células cerebrais.

Mas espera... a maconha, teoricamente, mata as células do cérebro, certo?

Errado.

As raízes do mito de que maconha destrói neurônios são profundas, apesar da falta de provas concretas. O estudo original que apoia este mito é questionável, já que pesquisas recentes sugerem exatamente o oposto.

Em 2005, um estudo mostrou a capacidade dos canabinóides em promover a neurogênese no hipocampo de adultos, região do cérebro responsável por muitas funções cerebrais importantes, incluindo o humor e a memória. Os autores também citam efeitos de anti-ansiedade e anti-depressivos que acompanham a neurogênese. Isso explica por que as pessoas em toda a Califórnia, Colorado, Washington e outros estados que aceitam a maconha recorrem frequentemente à erva para melhorar o humor ao invés de drogas farmacêuticas. O estudo também apoia a pesquisa de que a maconha ajuda a melhorar a função cognitiva em pacientes com transtorno bipolar. Isso nos leva ao nosso próximo fato ....

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3. As taxas de suicídio são mais baixas em áreas onde a maconha medicinal está disponível.

Um estudo realizado no estado de Denver analisou as estatística de suicídio após a introdução da maconha medicinal.

A partir do estudo:

"Nossos resultados sugerem que a passagem de uma lei que regularizou a maconha medicinal está associada com uma redução de quase 5% na taxa total de suicídio, uma redução de 11% na taxa de suicídio de homens de 20 a 29 anos e uma redução de 9% na taxa de suicídio de homens entre 30 e 39 anos."

O interessante é que isso não se tornou pauta principal em um país tão focado na prevenção de suicídios. Não surpreendentemente, uma das principais razões citadas pelos autores do estudo para a redução das taxas, está ligada à população em situação de risco (homens entre 20 e 30 e poucos) substituindo o álcool pela maconha. Esta informação faz com que o rigor da nova política de maconha medicinal no estado de Illinois seja ainda mais “non-sense”.

"Não deixe que o uso saia de controle! Senão menos pessoas vão cometer suicídio!”

Falando sobre os efeitos da maconha sobre o bem-estar, é bom ler este artigo mais intimista, de cortar o coração.

Mas e sobre os efeitos físicos?

4. Há zero evidências de que a maconha causa lesões pulmonares significativas.

Enquanto vaporizar é sempre apontado como o método mais seguro de consumir maconha, o maior estudo deste tipo sugere que fumar apenas maconha, é tão inofensivo quanto:

"Trabalhamos com a hipótese de que haveria uma associação positiva entre o uso de maconha e câncer de pulmão, e que a associação seria mais positiva com o uso mais pesado. O que nós encontramos ao invés disso, é que não há nenhuma associação, e até mesmo sugere um efeito protetor."

As palavras acima vêm do Doutor Donald Tashkin (Universidade da Califórnia – UCLA), autor do estudo e pesquisador da maconha há mais de 30 anos.

Considerando que o alcatrão encontrado na fumaça da maconha pode conter tantas substâncias cancerígenas prejudiciais quanto o fumo do cigarro, este estudo na verdade fortalece a noção de que a maconha é anti-câncer. A planta em si parece ter um efeito de compensação para as propriedades nocivas do fumo.

5. Existem dois tipos completamente diferentes de cannabis, ambos com efeitos diferentes no usuário.

Um dos maiores erros cometidos por pessoas que experimentam a maconha pela primeira vez é imediatamente pensar que "não é para eles." Certamente não é para todos, mas será que não tentaram o tipo errado?

Há centenas de diferentes strains de maconha, marcadas com nomes como Blue Dream, OG Kush, Trainwreck ou Pinneapple Chunk. Todos estes são classificados como "sativa" ou "indica." Aqui está uma explicação o mais simples possível para a diferença:

Sativas são geralmente strains usadas durante o dia, utilizadas para melhorar a experiência de eventos sociais, o tempo na natureza ou ouvir música nova. Os cuidadores, muitas vezes recomendam strains sativa para os pacientes que procuram alívio da depressão, stress pós traumático, fadiga e alguns tipos de ansiedade e dor. Alguns pacientes ainda relatam efeitos positivos sobre o TDAH. Embora sativas produzam um efeito agradável, elas geralmente são culpadas por um usuário inexperiente ter “teto preto” durante um de seus primeiros usos.

Indicas são muitas vezes fumadas à noite devido ao seu efeito narcótico sobre o usuário.  São perfeitas para usuários que sofrem de qualquer tipo de dor, náuseas ou ansiedade. Elas também são preferíveis para os usuários novatos se acostumarem com a erva. Esta variedade é muito popular para a meditação ou yoga, devido às suas propriedades calmantes.

Aqui tem uma explicação mais extensa sobre as duas categorias se você estiver interessado.

Maconha não é para todos. Nada é para todos.

Mas devemos estar jogando aqueles que precisam dela em jaulas?

Eu te desafio a dizer que sim.
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